Prédios que resistem a 8,9 graus na escala Richter. Sorte? Um terremoto com essa magnitude no Brasil, causaria certamente uma catástrofe de proporções incalculáveis. Mas no Japão, não é sorte, é tecnologia! Mesmo com todos os estragos que esses abalos sísmicos provocam, o saldo positivo no país ainda é maior. A tecnologia utilizada nas construções ameniza os impactos e mantém, na maior parte das vezes, os prédios intactos.
O país é constantemente atingido por terremotos, logo, algo teria que ser feito para que a população não sofresse tanto. Segundo o professor André Dantas, da Universidade de Canterbury, da Nova Zelândia, os estudos de tecnologias usadas em construções resistentes aos terremotos começaram a surgir na década de 70, pelos pesquisadores neozelandeses Robert Park e Thomas Paulay. Depois os japoneses começaram a investir neste tipo de tecnologia e conseguiram um avanço surpreendente.
Os edifícios super altos, têm um sistema de amortecedores eletrônicos controlados à distância. Sistema parecido é usado em prédios mais simples e menores. Na fundação eles já recebem feixes de mola, como se fosse a suspensão de um carro. Por este motivo, quando algum tremor acontece, os prédios balançam, mas não tem a estrutura comprometida. É a tecnologia fazendo o convívio com a natureza cada vez mais possível, independente do que aconteça.













